Chegar ao fim do dia e ter sono. Só sono.
Vontade de dormir, de desaparecer, de se encafuar.
Nem olá, nem adeus. Só o sentimento de auto-comiseração.
E é assim que acordamos. Sem olá, sem adeus.
Sem ninguém. Nem sequer nós próprios.
Passa o dia flatulento. Queremo-lo rápido, lento, rápido, lento.
Queremo-lo curto e queremo-lo grande. Pois não o ter já sabemos não poder.
Mais um dia mais uma queda, mais uma prova falseada, fugida, mais um e outro e outro subterfúgio.
Se rir é ser, eles são demais. Se querer é perder, caímos de mais.
E não haver mão, não haver rosto, é o pior suplício que pode haver. Mas para que os hajam, uns não os vão poder ter.
Restam-nos os olhos. As imagens. O juízo. E a renúncia. No fundo, tudo o que temos é a renuncia.
Contudo, dirão, Pandora só fechou a caixa quando tudo tinha saído...
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1 comentários:
Acho que devias aprender a escrever, Robin...
Não gosto do que escreves, nem de ti... Tu sabes disso.
Beijinho
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