quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Sonho

A ti, Nástenka, que começas com o crepúsculo e terminas na alvorada.
A ti, que me reparas, me untas com o teu sopro agreste, com esse teu sussurro ameno que me conforta e dá vida.
Pouco mais tenho para te dizer, pois é tarde, e as estrelas já não brilham.
Só quero sentir o teu calor amanhã, e depois, e depois, outra e outra vez, numa espiral ascendente de contínuas repeticões que se sucedem sucessivamente sem cessar.´
É sempre bom ter-te aqui, sabes. O problema é que tu não vens.
Deus morreu. O romance morreu.
Só o sonho fica. Só ele pode ficar.

Sem comentários: